Índice
51 chapters
Epígrafe
A única razão de sermos tãoApegados em memórias,é que elas não mudam mesmoque as pessoas tenham mudado.─ Dean Winchester, Supernatural Eu vou deixar abaixo o link do meu perfil no instagram. Acesse e fique por dentro de atualizações e informações sobre as minhas histórias.Acessem o perfil: @tamaramillerautora ou no Link: https://www.instagram.com/tamaramillerautora/   link para acessar
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Prólogo - Vista para a morte
Todo mundo tem um passado sombrio do qual deveria se envergonhar, mas devo dizer que, foi graças ao meu passado obscuro que hoje sou uma Agente Especial. Para mim, tudo não passou de uma questão de escolha, já que nós podemos escolher cometer, ou não, os nossos erros, e eu tinha consciência disso, só que depois de um tempo, você acaba percebendo que algumas coisas que pareciam ser indispensáveis, não passam de simples superestimações. A vida e a morte são superestimadas, e quando você passar a entender como as coisas realmente funcionam por aqui, tudo muda, inclusive a sua concepção de mundo.Certos caminhos podem, e, sem dúvida nenhuma, vão moldar quem é você. Eles vão esfriar seu coração e te transformar em um ser mais racional e pragmático, ou então, em um dos maiores pesadelos da sociedade.Leer más
Capítulo 01 - Desconhecida
Uma arma é letal, e uma bala é capaz de mudar tudo. Pensar nisso me leva a concluir uma coisa: a vida é uma corda bamba, e suas ações determinam o ritmo que ela balança. Se você não estiver pronto para abrir os braços e buscar se reequilibrar, você cai, e isso vai custar a coisa mais importante que existe para um ser humano. A vida. O fato de você estar vivo, já é o bastante para morrer.Todos nós somos o resultado das escolhas que fazemos ao longo das nossas vidas. Isso quer dizer que, suas escolhas definem você e moldam o seu caráter. Decisões são tomadas a cada instante, por todo o mundo, e para cada uma boa, existe uma ruim.Eu gostava de pensar que estava trabalhando para um propósito maior e esperava que estivesse mudando pelo menos, uma pequena parcela do mundo.Antes de tanto sofrimento, eu podia jurar de pés juntos que
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Capítulo 02 - A cilada
2 ANOS DEPOIS. — BROOKLIN, NOVA YORK.— Uma dose de Whisky, por favor. — Pediu um homem ao se aproximar do balcão, apoiando os cotovelos sobre o mogno.A voz dele soou quase inaudível ao misturar-se no ar com o som das batidas frenéticas de uma versão remix da música Black Widow.Por isso, encarei-o por algum tempo em meio à baixa luz. Ele deveria ter cerca de vinte e sete a trinta anos. Alto, teria provavelmente, um metro e oitenta e cinco ou noventa de altura. Sua expressão era séria e beirava o mal humor. Os cabelos iam de um tom loiro escuro para o castanho jogados de uma forma sexy, mas bagunçada eram maiores no topo da cabeça e curto dos lados, fundindo-se à barba cheia que preenchia ao redor da sua boca e maxilar anguloso, uns poucos tons mais escuros que os cabelos. Olhos verdes expressivos, num tom quase acinzentado, destacav
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Capítulo 03 - A outra face
Senti os primeiros lampejos de consciência. Em seguida, uma dor abrasadora se espalhou por cada parte da minha cabeça. Meus lábios estavam rachados e ressecados. A língua colava no céu da boca, junto à sensação horrível de ter poeira por todas as minhas vias. Minha mente estava em torpor. Grogue e submersa em uma mistura de dor física e sono incontrolavelmente pesado.Minhas pálpebras tremiam relutantes em obedecer aos comandos emitidos pelo meu cérebro. Com muito esforço, abri os olhos, mas tive de fechá-los, no mesmo instante. Não parecia ser possível controlar o peso da sonolência que insistiam em mantê-los assim, afogados da inércia de um pesadelo. Os músculos que compunham minha estrutura corporal pareciam moles demais para sustentar todo o meu peso. Podia senti-los dormentes sob a pele.Que merda é essa? O que es
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Capítulo 04 - Brincando com fogo
A vida conseguia ser uma tremenda vadia de duas caras. Naquele momento, eu tinha me flagrado pensando no motivo pelo qual tudo isso estava acontecendo comigo? Por que ferrar tanto assim? Eu já não estava quebrada o suficiente?Abaixei o olhar, completamente intimidada e virei meu rosto para o outro lado, assim que o homem pressionou a lâmina afiada da faca na minha bochecha com mais força. Eu podia sentir a minha pele começando a ceder à pressão do objeto afiado.Seus olhos obscuros me encaravam diretamente. Engoli a seco, quando percebi que ele relutava entre abaixar a faca e me tirar da cela. Ele não precisava fazer isso, porque eu não tinha como fugir. Estava entre a cruz e a espada. Mas talvez ele sentisse prazer em me torturar ou simplesmente estava pensando seriamente em adiantar o trabalho e acabar comigo de uma vez por todas. “Pouparia uma grande dor na bunda” — cogitei com as perna
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Capítulo 05 - Na marra
De todas as coisas que já precisei superar nos últimos dois anos, essa sem dúvida era a mais crítica e maluca de todas.Tentei por diversas vezes, na maioria, frustradas, respirar fundo e oxigenar meu cérebro para manter a calma. Estava difícil processar aquilo. Isso se for possível manter a calma com tantos criminosos ao redor.Não sabia o que fazer, na verdade, não havia nada o que fazer. Eu estava presa e em poder de pessoas que não pareciam dar a mínima se precisasse tirar uma vida a troco de nada.Respirei fundo outra vez, contendo a vontade que sentia de abaixar o olhar e os mantive firme em direção ao homem que estava diante de mim.Ele espreitou a mesa, deslizando o polegar pela quinta.O homem era cheio de si, vestia uma confiança imponente e intimidante. Seus olhos eram como cofres invioláveis e obscuros, sua postura era como a de uma
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Capítulo 06 - Instintos básicos
Desejei acordar...Desejei desesperadamente acordar daquele pesadelo e fugir desse lugar maldito.No fundo, eu sabia que nunca mais seria o que era antes. O passado, as marcas, as cicatrizes, o treinamento. O que forma quem uma pessoa é são as situações impostas a ela ao longo da vida. Definitivamente eu não tinha isso, não havia lembranças.Não carregava nada daquilo em mim, mas Amy Murray sim. Contudo, ela morreu junto com todas as minhas memórias.Passei dois anos em busca de algo que eu mesma não sabia o que era, e sequer chegara perto de encontrar, e por mais que no fundo sentisse que tudo que estava fazendo passava longe de me trazer de volta, ainda assim, era com um único propósito: a sobrevivência.Precisava sobreviver, e é mais difícil sobreviver no submundo do Brooklin do que se imagina.Eu me interessava pela minha histór
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Capítulo 07 - Selvagem
Senti minhas pernas travarem no chão. Percebi nesse momento que, o sentimento de coragem, nada mais é do que a ausência de lucidez da mente humana. É o otimismo e a esperança de que tudo o que fizer, vai dar certo. Mas o universo conspira contra você o tempo inteiro. O destino joga, e se diverte com a sua destraça, porque sua vida não passa de uma partida fodida num jogo de azar. E embora não me sentisse pronta para morrer, consegui ver a minha vida passar como um filme nos olhos de vidro dede. Travis estava bravo. Na verdade, ele estava muito mais do que isso. Ele estava puto da vida comigo. O meu olhar oscilou das mãos ainda erguidas empunhando a arma e seu rosto sombrio, enquanto esgueirava no ambiente escuro até estar diante de mim. A arma apontada diretamente em minha direção me fazia vacilar ao imaginar que a qualquer momento ele poderia descarregá-la em mim.Alguns feixes de
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Capítulo 08 - Desvio de conduta
— Amy Murray foi uma das poucas mulheres que conheci que nunca se fava ao luxo de errar... — comentou Travis, destravando e abrindo uma grande maleta metálica prateada disposta sobre a mesa à nossa frente. — Ela tinha fama de se dedicar exclusivamente ao seu trabalho, a vadia era realmente muito boa — disse, enquanto encarava o conteúdo dentro da maleta. Suas retinas refletindo o brilho prateado do objeto a sua frente.Intrigada eu observava todos os seus movimentos, com os braços cruzados diante do peio, tentando ignorar a onda de ódio que ele conseguia despertar em mim ao falar daquela forma a respeito de mim.O lugar para onde Travis tinha me trazido era como um grande galpão vazio. Carregava um clima pesado e frio e mesmo com as luzes acesas, ainda sentia algo sombrio sobrecarregar o ambiente. O espaço não era tão largo, mas em compensação era bastante comprido.
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