POV. Augusto
Peguei o carro no hospital depois de chorar até não ter mais forças.
Dirijo em direção à mansão Brasão.
Faz meses que não venho aqui.
Desde que decidi me afastar de tudo o que esse lugar representa.
Os seguranças liberam minha entrada sem questionar.
Estaciono na garagem.
Desço do carro.
Meu peito está apertado, à beira de explodir.
Entro na sala gigantesca — que não lembrava ser tão fria, tão vazia.
E então vejo.
Minha mãe.
Dona Marlene segura uma taça de champanhe, rindo, convers