A noite foi um poço sem fundo.
Depois que a porta bateu, depois que os passos de Dorian ecoaram pelo corredor e sumiram, eu desabei. Soluçava, um som feio, animalesco, que vinha de algum lugar tão profundo que eu nem sabia que existia.
Meu corpo inteiro tremia, os braços apertando o próprio tronco como se eu pudesse me impedir de despedaçar.
O quarto da pousada, que antes parecia aconchegante, agora era uma prisão. As paredes se fechavam sobre mim, o cheiro dele ainda impregnava os travesseiros