CAPÍTULO 19

As noites bem passadas decorrem de boa companhia ou de um doce sonho, e eu tive um doce sonho. Acordei com uma óptima disposição para mais uma quinta-feira da minha vida. O Davi sempre ligava para mim a cada manhã para dar-me um bom dia, mas aquela quinta-feira não seguiu o hábito, tornando-se o dia da excepção. Olhei para o telemóvel e não havia registos de chamadas não atendidas.

Desci para tomar o café da manhã. Ansiosa, fiz um compasso de espera a ler o jornal com outra parte da minha atenção voltada para o telemóvel e mesmo assim a ligação não chegava, o pior de tudo é que o hábito faz o costume.

O ego deixava-me cega e impedia-me de perceber o óbvio. A realidade é que tamanha ansiedade era consequência da enorme saudade do carinho e da atenção que um dia me foram dadas pelo Davi. Os meus ouvidos ansiavam pela sua voz e se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Deixei o orgulho de lado e liguei para ele, com o pretexto de desejar-lhe um óptimo dia, mas nã

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