O relógio marcava pouco depois das dez da noite quando o carro preto atravessou os portões do antigo galpão.
Mauro foi retirado do banco traseiro com as mãos amarradas. O jardineiro, que durante quinze anos circulou livremente pela mansão Vasconcelos, agora tremia da cabeça aos pés.
Lorenzo caminhava logo atrás.
— Cuidado com ele.
— Sim, senhor.
Os homens conduziram Mauro até o centro do depósito.
O lugar era frio, iluminado apenas por refletores presos ao teto de metal.
Ali não existiam janela