Valentina/Alessandra
O galo começou a cantar às cinco da manhã.
Outra vez.
Abri os olhos devagar, encarando o teto de madeira do quarto.
Fechei os olhos tentando dormir de novo, mas o maldito galo cantou de novo.
Fechei os olhos, respirei fundo e contei até três.
Pensei em homicídio.
Contei até dez.
No final, levantei mesmo assim.
A vida no interior de São Paulo tinha me ensinado muitas coisas e paciência não era uma delas.
Abri a janela e o ar fresco da manhã entrou imediatamente no quarto, tr