135: Imperfeito

Magnus Blackwood

Eu só queria conseguir dizer a Aurora que a amava de verdade sem deixar que o medo de não ser suficiente me fizesse travar de novo, mas a certeza de que eu ainda amava mal e a necessidade de ser honesto sobre isso pesavam mais do que qualquer declaração ensaiada.

Eu ensaiei aquela frase durante anos sem saber que estava ensaiando. Não a frase inteira. Apenas as palavras.

“Eu te amo.”

Pareciam simples. Curtas. Fáceis. Mas, para mim, carregavam tudo o que eu não sabia dizer.
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