Acordei antes da chuva terminar.
Durante alguns segundos, permaneci deitada, ouvindo o som das últimas gotas caindo do telhado antigo do galpão onde havíamos passado a noite.
Era um som tranquilo.
Diferente das noites em que eu acordava assustada, tentando entender se algum perigo estava próximo.
Agora eu apenas escutava.
A madeira rangendo.
O vento passando pelas frestas.
A água escorrendo lentamente pelo lado de fora.
E, pela primeira vez, pensei que talvez até lugares esquecidos tivessem sua