O baile havia terminado havia horas, mas o sono não vinha. Selene caminhava pelo corredor escuro que levava ao antigo estúdio, o mesmo onde tudo começara, atraída por uma força que não sabia nomear — como se o próprio retrato a chamasse pelo nome.
Quando abriu a porta, encontrou o ambiente banhado por uma luz azulada, sem fonte aparente. O retrato de Damian estava lá, como sempre, mas desta vez os olhos pintados pareciam vibrar, como se prestes a romper a barreira entre tela e realidade.
— Você