O peso do medo
Charlotte está esparramada no sofá da sala, o controle remoto pendurado na mão, mudando de canal sem realmente prestar atenção. A televisão funciona mais como ruído de fundo do que como distração. O tornozelo lateja mesmo com os remédios que Mason lhe deu mais cedo, uma dor surda e constante que parece ecoar no peito. Ela suspira, entediada, inquieta, presa dentro do próprio corpo e daquela casa pequena demais para conter tanta tensão.
Na mesa da cozinha americana, Mason traba