A casa parecia grande demais.
Silenciosa demais.
Luísa entrou devagar, os olhos passeando por tudo, como se estivesse tentando guardar cada detalhe. O jeito como ela olhava denunciava — aquilo era novo.
Tudo ali era novo.
André fechou a porta atrás deles, observando sem interromper.
Ela caminhou pela sala, passou a mão no sofá, olhou as fotos na estante.
— Você mora aqui sozinho? — perguntou.
— Moro.
Ela olhou em volta de novo, pensativa.
— Então você faz bagunça e ninguém briga com você?
André