Mundo de ficçãoIniciar sessãoCapítulo 5
Nunca mais tente colocar suas patas em mim Fernando Chego no bar e encontro meu amigo Paulo. Nós nos conhecemos desde criança e estudamos juntos desde os primeiros anos. Paulo é filho da família Votorantim, uma família muito rica no ramo de segurança. Paulo, como eu, assumiu a empresa! Ele é um hacker; nada passa despercebido por ele. É um cara muito inteligente! E muito mulherengo. Talvez, pelo seu status de ser o único herdeiro Votorantim, tenha facilitado as coisas; as mulheres brigam para ficar com ele. Quando me aproximo da mesa, já tem uma moça sentada na perna dele e outras duas ao lado: uma segurando a mão e outra passando a mão no rosto de Paulo. Me dá até calafrios ver um negócio desse. Jamais deixaria uma desconhecida colocar as mãos em mim. Chego perto de Paulo. Ele me olha: — Senta aí, amigo! Escolhe uma. Eu olho para ele, querendo fuzilar. Ele dá uma risada: — Meninas, saiam! Tenho um assunto sério para conversar com meu amigo. Uma delas, antes de sair, tenta passar a mão em mim. Eu seguro o pulso dela com tanta força antes que encoste em mim. Ela grita; eu falo: — Nunca mais tente colocar suas patas em mim, ou eu corto elas! A menina sai assustada. — Paulo, relaxa, cara! Aproveitar a vida não entendo você: com o dinheiro que tem, pode ter a mulher que quiser. Fica aí sendo fiel à Vitória! Já falei: não gosto dela. Eu corto Paulo: — Não sou fiel à Vitória; sou fiel a mim mesmo, ao meu corpo! Jamais iria para a cama com várias mulheres. — Ok, você quem sabe! Se mudar de ideia, te passo o contato de algumas, só para você relaxar. — Paulo, pode parar. — Fernando, eu estou só brincando. Chamo o garçom e peço um uísque. — Calma, Fernando! Você não é acostumado a beber, pode passar mal. — Vou beber! A pressão está muito grande em cima de mim. Antes de eu terminar de falar, Paulo levanta furioso. Eu pergunto: — O que foi? — Aquela vagabunda ali beijando aquele homem não é sua namorada? Eu gelo na hora, olho para trás. Sim, é a Vitória me traindo. Não vejo mais nada, vou em direção dela e pergunto: — Está se divertindo, Vitória? Ela fica branca igual um papel. — Fernando, desculpa! Não é o que você está pensando! Esse é meu amigo Luan, ele me deu um beijo sem querer! Isso não vai mais acontecer. Meu olhar fica frio como nunca. — Claro que isso não vai acontecer. Saio deixando ela lá com o amante, peço para Paulo pagar a dose de uísque e vou embora. Quando entro no meu carro, observo que, no lugar de sentir ódio e raiva, senti um peso saindo de cima de mim, uma paz como há anos não sentia. Cheguei em casa, tomei banho e deitei. Na hora que fechei os olhos, me veio a cena do carro derrapando no asfalto. Nunca passo por aquela avenida; sempre vou para a empresa pela rua principal, mas como estava muito trânsito, resolvi cortar caminho pela avenida paralela à mesma que dá na escola onde estudei. Me lembro da cena, e logo me veio a menina marreta. Nossa, que menina linda! Ela tem um corpo perfeito, cabelos longos, loiros e olhos claros. Não deu para ver direito se eram verdes ou azuis, mas ela é perfeita! Nunca vi mulher tão linda. Senti uma sensação estranha que nunca senti antes. Na mesma hora, penso: por que estou pensando naquela garota? Ela me respondeu! Além de linda, tem a língua afiada. Nunca mais quero ver aquela garota.






