Sentindo-me estranhamente acuada, desço meu olhar.
Ele me encara com atenção. Não é um olhar apressado, como o de alguém que apenas escolhe uma bebida. Seus olhos estudam o meu rosto como se tentassem descobrir alguma coisa sobre mim.
—Uva —responde, num sussurro rouco.
Estremeço.
Faço uma reverência e pego a jarra correspondente. Quando me aproximo dele, seu perfume alcança os meus sentidos. É uma fragrância amadeirada, limpa e quente, tão marcante que me atordoa. Tento me concentrar no copo, mas sinto os olhos castanhos acompanhando todos os