EpílogoVIOLET RAGE – LEXIEO leve som do clique da maçaneta ressoou pela sala, e imediatamente meus olhos se ergueram da fotografia que eu segurava quando a porta se abriu lentamente, quase como se alguém tivesse escolhido esse momento com precisão. Alguém entrou e, por um instante, meu cérebro hesitou, demorando alguns segundos preciosos para reconhecer aquele rosto que assumia formas familiares diante de mim. Não havia mais o sorriso debochado, aquele que passava seus dias rodeado por secadores de cabelo, esmaltes coloridos e clientes tagarelando sobre a vida alheia. O Mustafá, que atravessava silencioso a sala naquele exato instante, caminhava com os ombros erguidos, emanando uma presença tão intensa que parecia, quase sem esforço, alterar o próprio ar em seu entorno.Então, meu olhar foi recuando lentamente para a jaqueta de couro preta que ele trajava e, nesse instante, senti um arrepio distinto, gelado, percorrendo toda a minha espinha. Ali, costurado de forma precisa sobre o p
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