O caminho de volta pra casa foi silencioso.Rafa dirigia tranquilo, uma mão no volante, a outra apoiada perto da minha, como fazia sempre. Em outros dias, eu teria entrelaçado os dedos nos dele sem pensar. Teria encostado a cabeça no ombro dele, fechado os olhos, aproveitado a paz simples que ele sempre me oferecia.Mas naquela noite…eu fiquei imóvel.Olhando pela janela.Com a mente longe.Muito longe.— Você ficou quieta — ele comentou, quebrando o silêncio.Meu coração deu um salto leve.— Só tô cansada.Mais uma mentira.Eu tava ficando boa nisso.E isso me incomodava mais do que qualquer outra coisa.Rafa assentiu de leve, sem pressionar.— Hoje foi puxado também… o Daniel voltou com tudo.O nome dele.De novo.Eu senti.Mas mantive o rosto neutro.— Foi.Silêncio.Alguns segundos.Até que Rafa soltou um riso baixo.— O cara é teimoso… quase morreu e já tá querendo resolver tudo sozinho.Eu forcei um sorriso fraco.— Parece ele mesmo.Mas por dentro…tudo travou.Porque ouvir Ra
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