Naquela tarde, a campainha ecoou pela casa.Poucos instantes depois, Paula entrou sorrindo discretamente.Trazia uma pequena sacola de presentes para Malcollys.Assim que chegou ao quarto, aproximou-se.— Meu Deus... cada dia mais lindo.Sorriu encantada para o pequeno, que mamava tranquilamente nos braços da mãe.Susan sorriu de leve.— Parece um anjinho quando está quietinho.— Por que quando resolve chorar... ninguém segura, é? — perguntou Paula. Susan assentiu. As duas riram. Por alguns segundos, o ambiente pareceu leve outra vez.Depois que Malcollys terminou de mamar, Susan o colocou cuidadosamente para arrotar.Paula a observava em silêncio.Percebeu que havia algo diferente na amiga.Viu que ela ainda sofria, mas já não era o mesmo sofrimento desesperado dos primeiros dias.Era uma dor mais silenciosa.Mais consciente.Quando Malcollys adormeceu novamente, Susan o acomodou no berço.Ficou alguns instantes olhando para o filho.Então falou baixinho:— Sabe... depois que tu
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