Aquele café da manhã, tornou-se o combustível invisível de Helena durante todo o dia. Na mesa de mogno de sua sala, as planilhas complexas e telefonemas longos pareciam menos maçantes. Apesar do volume avassalador de trabalho, nada possuía o poder de interromper a leveza que se instalara em seu peito.Vez ou outra, sob o pretexto plausível de buscar uma xícara de café ou entregar um documento para Alice, Helena saía de sua sala. Seus olhos, involuntariamente, varriam o corredor na esperança silenciosa de encontrar os traços familiares de Lucas. A ausência dele, contudo, só aumentava a expectativa.Ao meio-dia, a silhueta animada de Alice surgiu à porta.— Almoço? — convidou a secretária, com um brilho cúmplice no olhar.Helena, surpreendendo a si mesma pela espontaneidade, aceitou de imediato.O restaurante escolhido era acolhedor, perto do prédio da editora. Enquanto esperavam os pratos, Alice ap
Ler mais