O vento soprava suavemente no cemitério, agitando as pétalas das flores brancas que Valentina arrumou sobre a lápide de Luz. O nome da filha, gravado na pedra, ainda lhe provocava um vazio que ameaçava derrubá-la, mas, naquele momento, não permitiria que a dor a vencesse.Ajoelhou-se.— Oi, meu amor — sussurrou, deixando as flores com cuidado sobre a pedra. — Trouxe suas favoritas. As que cheiravam a baunilha quando colocávamos na mesa do café da manhã.Passou os dedos pelo nome, como se pudesse sentir a pele da filha novamente.— Sinto tanto sua falta que dói respirar. Mas hoje… tenho algo pra te contar.Fez uma pausa. O vento mexeu de leve as folhas das árvores próximas.— Vou fazer eles pagarem, Luz. Não vou descansar até que sintam na própria pele o que nos fizeram. Juro por você. Por cada lágrima que você derramou.As lágrimas caíram silenciosas, molhando as flores.— Mas também vou viver, minha menina. Vou cuidar de um menino que precisa de mim. E vou construir algo novo, mesmo
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