POV: Alessandro FerraroO relógio marcava pouco depois das sete da noite quando estacionei o veículo duas quadras antes da Fundação Esperança. A chuva fina que caía desde o final da tarde ajudava a esvaziar as ruas. Para qualquer pessoa que passasse por ali, aquele era apenas mais um prédio encerrando suas atividades depois de um grande evento beneficente. Para mim... era o centro da operação mais importante dos últimos meses.Desci do carro sem chamar atenção. Vestia um terno escuro comum, sem qualquer identificação da família De Luca. Naquela noite, nenhum dos nossos homens utilizava rádios aparentes ou veículos oficiais. Quanto menos chamássemos atenção, maiores seriam as chances de o responsável pelo transmissor acreditar que tudo permanecia exatamente como havia deixado.Atravessei a calçada lentamente. Do outro lado da rua, uma pequena cafeteria ainda permanecia aberta. Ricardo Conti ocupava uma mesa próxima à vitrine, fingindo trabalhar em um notebook. Ao me ver passar, apenas
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