POV: Don Vittorio BelliniHá momentos em que um Don precisa confiar mais nos próprios instintos do que em qualquer relatório. Naquela noite, era exatamente isso que eu fazia. Enquanto empresários brindavam novos investimentos, políticos trocavam promessas discretas e jornalistas registravam cada sorriso para as manchetes da manhã seguinte, eu observava o salão da Fundação Esperança como fazia havia décadas: sem pressa, sem demonstrar preocupação e, principalmente, sem permitir que ninguém percebesse o verdadeiro foco da minha atenção. A experiência ensinara que o perigo raramente anunciava a própria chegada. Ele preferia vestir um sorriso elegante.Respirei lentamente antes de aceitar o cumprimento de um antigo senador que patrocinava projetos sociais havia anos. Conversamos durante poucos minutos sobre a importância da iniciativa beneficente, mas meus olhos jamais permaneceram fixos apenas nele. Enquanto respondia educadamente, acompanhava o reflexo do salão nas enormes janelas de vi
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