A luz do sol de Manhattan, naquele fim de tarde, tinha um brilho diferente. Não era mais o clarão ofuscante que refletia nos prédios espelhados durante os dias tensos de julgamento, mas uma claridade cor de mel, típica de um outono que abraçava a mansão Carter com uma suavidade quase sagrada. Dentro daquelas paredes, o silêncio não era mais sinônimo de medo, segredos ou conspirações sussurradas; era o silêncio do descanso profundo, da paz conquistada a duras penas e da vida que florescia sem a pressa do perigo iminente.Evelyn estava sentada na poltrona de amamentação no quarto de Victor. O ambiente, decorado em tons de bege e azul suave, estava imerso em uma penumbra acolhedora. Ela observava o filho dormir, fascinada pela cadência perfeita de sua respiração. O pequeno, agora com pouco mais de um mês, já demonstrava traços fortes: o formato do nariz e o queixo decidido eram heranças claras de Alex, mas a serenidade do olhar, quando estava acordado, era inteiramente dela. Evelyn senti
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