O som da trava da porta ecoando no silêncio daquela sala de arquivos foi o tiro de partida. Eu não queria conversa, não queria preliminares educadas, queria o gosto daquela insolência que ela exalava. No segundo em que minhas mãos encontraram a pele quente das coxas dela, o mundo lá fora, com seus vidros e prazos, deixou de existir. A prensei contra a estante de metal. O impacto fez as prateleiras vibrarem, um rangido seco que foi abafado pelo meu beijo, uma invasão faminta que não pedia permissão. Ela se agarrou aos meus ombros, as unhas cravando no meu paletó, enquanto eu subia aquela saia justa, revelando a nudez que eu já sabia que encontraria. Ergui o corpo dela com um solavanco, e ela entrelaçou as pernas na minha cintura, me prendendo como se quisesse fundir nossas peles. Quando entrei nela, forte e sem aviso, a estante atrás de nós balançou
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