Ela me encara com pura raiva por três segundos, mas percebe a minha mudança genuína de atitude. Sem dizer uma palavra, ela caminha até o closet, puxa outro vestido do cabide — ainda curto e bonito, mas infinitamente mais comportado —, entra no banheiro e troca. Ela volta para o quarto, senta na penteadeira, penteia os cabelos e passa um batom fraco.— Você tá muito brava comigo ainda, né, meu amor? — pergunto, meio hesitante, me aproximando por trás da cadeira dela.— Eu brava?! Imagina, Davi! Por que cargas d'água eu estaria brava com você?! — ela responde, a voz pingando ironia sarcástica por todos os poros.— Me desculpa... de verdade — digo, a sinceridade pesando na minha voz. — Eu surtei de ciúmes lá no laboratório por causa daquele médico idiota.— Acho muito bom você começar a mudar esse seu comportamento doentio de uma vez por todas — ela se vira, me encarando séria. — Eu cansei de passar vergonha na rua por causa dos seus surtos.Ela se levanta da cadeira, passa por mim pisan
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