Cap. 32: 🧸 Duas Estrelas Colidindo
O calor do corpo de Arthur contra o seu era uma âncora em meio ao oceano de incertezas que ainda a envolvia.Helena mantinha os olhos fechados, permitindo-se, pela primeira vez em sete anos, não apenas respirar, mas sentir.Sentir a respiração ritmada de Arthur contra seu pescoço, o pulsar firme de seu coração sob a camisa preta, e a umidade das lágrimas dele que haviam encharcado o ombro de seu casaco.Ali, naquela meia luz azulada da UTI, o titã de concreto parecia ter se desintegrado, restando apenas um homem desarmado, despido de seu império, buscando redenção e abrigo no único colo que realmente importava.Helena acariciou os cabelos escuros dele com uma delicadeza que pensava ter perdido ao longo dos anos de exílio.Seus dedos contornaram a nuca de Arthur, sentindo a tensão muscular ceder lentamente à medida que os soluços dele silenciavam.O quarto estava imerso em uma atmosfera quase sagrada, interrompida apenas pelo bipe ritmado e estável dos monitores que guardavam o sono pro
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