Respirei fundo... e remeti-me a Lisandro. Ele era o homem mais gentil que eu já conheci. O sorriso era tão sincero que fazia o mundo parecer mais colorido.Por ele. Eu faria aquilo por ele! Enfrentar aquele sapato era o maior sacrifício que já fiz na vida.Esfreguei uma única vez. Meu estômago não colaborou e começou a se contrair. Dei um passo para trás, atordoada.Fui até outro caixilho. E lavei as mãos... ou melhor, as luvas. Eu nem sabia se aquilo era o procedimento certo. Mas também pouco me importava.Voltei para a bancada e vi adiante dezenas de frascos coloridos. Comecei a ler: sabão, detergente, alvejante, amaciante, neutralizador, pré-lavagem. Por que tantas opções, Deus? Eram ingredientes demais. Por que não tinha um único líquido chamado “limpar”?Tentei ler um rótulo. Se eu tivesse meu c
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