POV Hunter O silêncio que se instalou no quarto após a saída de Marta era tão denso que o som da chuva forte contra o telhado parecia um ruído distante, abafado pelas paredes grossas de pedra da sede. A luz dourada do abajur de ferro fundido desenhava sombras longas pelo aposento, iluminando o contraste violento entre nós: Alana, pálida e vulnerável em meio aos lençóis de linho, e eu, um monstro de músculos e fúria contida, sentado na beira do colchão com o peito ainda subindo e descendo de forma compassada. Olhei para a minha mão direita. Os dedos longos de Alana finalmente haviam relaxado o aperto, mas as marcas das unhas dela continuavam ali, quatro pequenos cortes avermelhados na minha pele morena que já começavam a fechar, expulsando o sangue com a velocidade da minha biologia de Alfa Supremo. Eu queria que a cura dela fosse rápida assim. Mas o laço empático, agora mais calmo após a intervenção da anciã, me enviava um eco persistente de exaustão e o calor incômodo da febre míst
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