Capítulo 4. Bebedeira
Bela trabalhou por três horas até se dar por vencida, percebendo que não conseguia controlar suas emoções. Fechou tudo e saiu da empresa, caminhando a esmo pela calçada, observando o tráfego de carros e pessoas na hora do “rush”. Ninguém olhava para ninguém, todos interiorizados em seus próprios problemas e destinos. Ela gostava tanto de pessoas, de interagir e tornar tudo uma festa, mas aqueles sentimentos que a preenchiam, desde pequena, por um homem que era o oposto dela, acabavam com sua alegria. Era mais velha que ele, embora ele fosse um prodígio e por sua face carrancuda, parecesse mais velho, lembrava perfeitamente de quando viu aquele bebê tão lindo e esperto. Talvez, o fato de ficar grudada nele, o enchendo de mimos e carinhos o tempo todo, tenha provocado nele um tipo de aversão. Passaram anos afastados, mas assim que o viu, aquela paixão surgiu avassaladora e não conseguia conter a avalanche de sentimentos que a inundaram. Entrou em um bar a esmo e o inte
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