Arabella Sinclair:Curiosa, abri o envelope.Desdobrei a folha de papel dentro dele, vendo que se tratava de uma carta. Não era escrita à mão, mas impressa, embora tivesse sido digitada usando uma fonte cursiva.No topo, estava a data. Tinha sido escrita vinte e seis anos atrás.Comecei a ler.Minha amada Julieta,Sinto tanto a sua falta, que meu peito parece estar o tempo todo prestes a se rasgar de dor.Já se passaram quase seis meses desde que nos vimos pela última vez, e, durante todo esse tempo, não deixei de pensar em você nem por um único dia. Acho que nem por uma única hora. Nem mesmo quando estou dormindo, porque sonho com você quase todas as noites. Quando acordo, é dolorosa demais a sensação de que não vou te encontrar na escola, que não vamos mais trocar olhares na sala de aula, nem bilhetes escondidos durante o recreio.E também não se passou um único dia sem que eu sentisse culpa pelo que aconteceu. Embora saiba que nem eu nem você nunca fizemos nada, todo o mal que te f
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