Naquela mesma noite, despertei tomada por um desconforto físico acentuado.Levantei-me da cama com dificuldade e fui ao banheiro. Após alguns minutos tentando higienizar a região e aliviar o incômodo, percebi que a dor persistia.Ao retornar ao quarto, parei ao lado da cama, hesitante sobre acordar Alison.Antes mesmo que eu o chamasse, ele despertou sozinho, apoiando-se nos cotovelos e ajeitando-se na cabeceira:— O que aconteceu, Anita?Senti um constrangimento enorme em verbalizar a situação:— Eu... estou sentindo uma dor forte.Alison franziu o cenho, sem compreender de imediato:— Onde exatamente?Apenas encarando-o em silêncio, deixei que ele deduzisse.Após alguns segundos de reflexão, a expressão dele mudou e ele sugeriu com firmeza:— É melhor irmos ao pronto-socorro.Ir ao hospital por um motivo daqueles parecia a definição exata de humilhação. Mas a dor que eu sentia tornara-se insuportável.Com a voz quase imperceptível, murmurei:— Tudo bem... vamos.Meia hora depois, eu
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