Após apagar as luzes e se deitar, Miguel encostou o rostinho no peito de Anita, agarrando sua roupa com as mãozinhas e chamando baixinho:— Mamãe...Anita murmurou em resposta e deu-lhe um tapinha suave nas costas:— Durma bem, meu amor.Ela nem ousava fechar os olhos, encarando o teto no escuro e esperando que o menino adormecesse para que pudesse sair de fininho.O resultado, porém, foi trágico: Miguel não estava com um pingo de sono e continuava se mexendo em seus braços, enquanto Anita caía de cansaço.Ela tentou sussurrar:— Durma, meu amor, senão o bicho-papão vem pegar a gente...O pequeno respondeu dócil:— Tá bom.Anita não ouvia um único ruído vindo de Alison — nem mesmo o som dele se virando no colchão —, por isso nem sabia se ele já tinha dormido. Caso contrário, queria muito lembrá-lo de que, já que ele não estava ajudando em nada ali, não precisava ficar atrapalhando os dois.Depois de aguentar aquela situação por sabe-se lá quanto tempo, Miguel continuou acordado, mas An
Ler mais