Anita ficou parada ao lado da cama, piscando devagar. O tom seco e desprovido de sentimentos na voz de Alison a pegou de surpresa, fazendo-a erguer os olhos para encará-lo.Alison estava recostado na cabeceira da cama, com o peito entreaberto e a pele ainda exalando o aroma suave e limpo do sabonete. Sob a iluminação fraca da luminária de cabeceira, as linhas do seu rosto pareciam marcadas por um cansaço genuíno, mas seus olhos, intensos e fixos nela, não demonstravam a menor intenção de ceder espaço.Anita soltou um suspiro contido, sentindo a rigidez nos ombros e a dor incômoda que parecia percorrer cada músculo das suas costas e pernas depois de um dia exaustivo.— Eu não estou tentando arranjar desculpas — disse ela, com a voz baixa e cansada, ajeitando a gola do pijama de seda. — Realmente fiquei dolorida desde cedo...— Eu sei — respondeu Alison, mantendo o tom calmo, porém firme. Ele estendeu o braço e puxou a borda do edredom para o lado, abrindo um espaço ao seu lado na cama g
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