Kauan, percebendo o movimento para servirem os pratos, olhou ao redor e notou que a cadeira de Rafael continuava vazia. Ele não engoliu aquela ausência. Sabendo do combinado e da importância daquele dia, ele se posicionou de forma firme diante da mesa:— Gente, o Rafael é meu amigo, nosso amigo, né, André? Então eu não posso... O almoço era para todos nós estarmos reunidos aqui, e eu não vou começar sem a presença do Rafa.Pedindo licença a todos, Kauan pegou o celular, afastou-se em direção ao canto do quintal e discou o número do amigo. Assim que Rafael atendeu, com a voz visivelmente abatida, Kauan não deu margem para desculpas:— Pô, amigo, cadê tu, cara? Eu não posso começar esse almoço sem você aqui. — Ele olhou para os lados, garantindo que ninguém na varanda o ouvia, e baixou o tom de voz, emocionado: — Eu não posso pedir a mão dela sem a sua presença, Rafa. Você sabe, cara, você é meu irmão.Do outro lado da linha, na imensidão vazia da casa da Barra, Rafael sentiu o peso do
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