Depois da gravação para Clara, Dante levou o pequeno aparelho de áudio para casa.Disse que queria guardar aquilo para mostrar à filha quando ela crescesse.Helena fingiu que não se importava.Mas, naquela noite, pegou o celular mais de uma vez, pensando em mandar uma mensagem perguntando se ele realmente tinha salvado o arquivo.Não mandou.Achou que seria admitir demais.Ainda assim, antes de dormir, levou a mão à barriga e sorriu ao lembrar da reação de Clara.A menina tinha se mexido tanto que parecia realmente estar respondendo ao pai.Dois dias depois, a doutora Elisa liberou Helena para uma caminhada leve no jardim da base.— Quinze minutos.Nada além disso.— Eu estou grávida, doutora. Não estou quebrada.A médica cruzou os braços.— Continue falando assim que eu reduzo para dez.Helena desistiu da discussão.Pegou uma garrafa de água e saiu.Encontrou Dante sentado no banco de sempre.Mas, dessa vez, ele escondia alguma coisa atrás das costas.Ela estreitou os olhos.— Não.E
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