A cama recebeu nosso peso como se já nos conhecesse, os lençóis de seda frios contrastando com o calor queimante dos nossos corpos. Dante não se afastou. Nunca se afastava. Seus olhos negros percorriam meu corpo desnudo como se estivesse fazendo um inventário de algo que já pertencia a ele — e talvez realmente pertencesse.— Você é linda demais para ser real, Valentina.A voz saiu rouca, quebrada, e aquilo me atingiu mais do que qualquer palavra de carinho. Porque Dante não dava parabéns. Não oferecia doçura. Mas estava oferecendo. E eu estava deixando.Meus dedos encontraram a borda da cama atrás de mim enquanto ele se inclinava, cobrindo meu corpo com o dele. A pele dele estava quente, marcada por músculos definidos, e eu senti o coração disparar quando o peito dele encontrou o meu — sem força, sem brutalidade, só a pressão lenta de dois corpos que queriam se fundir.Ele me beijou de novo, profundo, e eu abri as pernas para ele sem pensar. Não havia espaço para hesitação agora. Só
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