Zara Moraes Zara passou o resto da noite evitando Alexandre. Ou pelo menos tentando. O problema era que aquele homem parecia estar em todos os lugares. Na cozinha. Perto da lareira. Nos corredores silenciosos da cabana. E principalmente dentro da cabeça dela. As palavras dele ainda ecoavam sem parar. E você para de olhar pra mim como se já soubesse que vai acabar sendo minha. Ridículo. Arrogante. Insuportável. Então por que o coração dela acelerava toda vez que lembrava? Ela apertou a caneca quente entre os dedos enquanto observava a neve cair através da janela da cozinha. Precisava se controlar. Precisava lembrar que Alexandre Montenegro não era um homem normal. Era um perigo ambulante vestido de elegância e olhos azuis. Mesmo assim, opior não era o toque dele. Nem a voz. Nem a forma como parecia capaz de destruir qualquer pessoa que ameaçasse sua segurança. O pior era o olhar. Sempre o olhar. Alexandre observava como se enxergasse partes dela que ninguém mais
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