Helena Depois daquela conversa no elevador, eu soube que estava perdida. Porque Noah não apenas me desejava. Ele sentia. E homens como Noah Blackthorne provavelmente odiavam sentir qualquer coisa que não pudessem controlar. Mesmo assim… ele continuava vindo até mim. Naquela manhã, tentei trabalhar normalmente. Tentei focar em planilhas, contratos, reuniões. Fracassei miseravelmente. Toda vez que lembrava da voz dele dizendo “eu também”. Meu coração apertava de um jeito perigoso. Porque ouvir Noah admitir medo parecia íntimo demais. Humano demais. E aquilo me fazia querer abraçá-lo de um jeito que me assustava profundamente. No fim da tarde, o clima na Blackthorne Industries estava mais calmo do que o normal. Pela primeira vez em semanas, o último andar não parecia um campo de guerra corporativo. Funcionários saíam aos poucos enquanto a luz dourada do pôr do sol atravessava os enormes vidros da empresa. Eu organizava alguns documentos na mesa quando senti a presença de
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