Enquanto isso, em algum lugar, a tensão física fazia com que Brenda tremesse da cabeça aos pés. Suas mãos, nodosas pela amargura, agarravam-se a um velho recorte de jornal. De repente, de sua garganta brotou um nome que parecia ter estado enterrado sob anos de rancor e segredos:— Lorenzo Santoro… — pronunciou com uma voz áspera, quase animal —. Talvez seja a hora de te usar. Talvez seja a hora de a verdade vir à tona.Não teve tempo de saborear a própria ameaça. Uma batida violenta fez vibrar a madeira da porta, que ameaçava vir abaixo. A senhoria, uma mulher de caráter endurecido por anos lidando com inquilinos caloteiros, estava ali para pôr um fim à paciência.— Brenda, saia daqui, sua caloteira! — gritou a senhoria, empurrando a porta com força —. Eu disse fora!Sem cerimônias, Brenda foi enxotada a pontapés do lugar. Com uma humilhação que ardia mais que o frio da rua, recolheu o pouco que tinha em uma mala esfarrapada. Parou na calçada, olhando para os prédios de luxo que se er
Ler mais