Clara o chamou de "Papai" três vezes seguidas, fazendo com que o peito de Mael se enchesse de um afeto avassalador. Naquele instante, ele sentiu que seria capaz de entregar todos os seus bens e mover o mundo inteiro para satisfazer a sua filha.— Meu amor! Fala, fala, fala! — respondeu ele três vezes, enxugando discretamente com os dedos o canto dos olhos marejados.— Fala, fala, fala! — repetiu Clara, imitando o tom brincante do pai.O pai e a filha abraçaram-se com força.No pátio, Felícia observava aquela cena e finalmente não conseguiu mais conter as lágrimas, que escorreram quentes por seu rosto.Ela virou-se rapidamente, cobrindo a boca com a mão para evitar qualquer ruído que pudesse interromper aquele momento de reconciliação.Atrás dela, os olhos de Yara também ficaram vermelhos. A avó virou o rosto em silêncio e enxugou uma lágrima discreta.— Papai, eu preparei um presente para você — disse Clara, tirando do bolso do casaco a pequena figura de argila que havia esculpido. —
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