A princípio, Almir tentou acalmar a todos sugerindo um atraso no trânsito ou falta de bateria, mas quando a noite caiu completamente, o silêncio virou sinônimo de perigo.O relógio da sala marcava quase dez da noite quando a campainha tocou. Leila deu um salto do sofá, sentindo uma pontada forte na base do ventre pelo movimento brusco. Almir correu para abrir a porta, esperando ver o cunhado cansado da viagem. No entanto, quem entrou foi Marcos, o chefe da segurança do condomínio e amigo pessoal de João, com o semblante pálido.- Almir... Seu Carlos... Nós temos um problema. — disse ele, com a voz baixa e tensa, olhando de relance para Leila antes de continuar. - O carro do João foi localizado pela polícia militar. Está parado no acostamento da via expressa, a poucos quilômetros do aeroporto.- Como assim parado, Marcos? E o meu filho? — esbravejou Seu Carlos, levantando-se num salto, a caderneta azul caindo de suas mãos.- O veículo está trancado, sem sinais de batida ou violência a
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