Capítulo 65 Lara Oliveira Eu segurei a mão de Camille com firmeza, sentindo o calor da pele dela contra a minha. Ainda era estranho — ter uma irmã. Mas algo dentro de mim queria tentar. Puxei-a pelo corredor, quase arrastando-a, o coração acelerado de uma mistura de ansiedade e esperança. — Vem, eu quero te mostrar uma coisa — disse eu, a voz animada. Camille me seguiu, os olhos curiosos. Quando abri a porta do quarto das bebês, ela parou na entrada, os olhos brilhando de emoção. O ambiente suave em tons de rosa blush e bege dourado, os nomes “Naty” e “Sofia” em letras elegantes na parede, as estrelas no teto e o mobile com nuvens flutuantes deixaram ela sem palavras. — Meu Deus, Lara... — murmurou ela, a voz embargada, dando um passo para dentro. — Está tão lindo... tão perfeito. Eu consigo imaginar as meninas aqui, rindo, crescendo... Eu sorri, sentindo o peito aquecer. Ver Camille assim, genuína, fez algo dentro de mim amolecer. — Você gostou? — perguntei, apertando a mão
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