BiancaAbro meus olhos lentamente. Sinto-me zonza, enjoada. Retiro o cobertor que cobre meu corpo e sento-me na cama macia. Tento me lembrar de como vim parar aqui, ou se reconheço esse lugar, mas não consigo. Aos poucos, as lembranças invadem minha mente: restaurante, menina, picada, van. Fui sequestrada.Meu coração dispara. Levanto-me e caminho pelo espaço, observando com curiosidade o luxuoso quarto. Quem sequestraria alguém e a hospedaria em um quarto como esse? TV, frigobar, closet, lençóis de cetim, roupas de grife, lustre elegante, tapeçaria e objetos de decoração de muito valor.Vou até as janelas. Ao abrir as cortinas, encontro uma porta francesa de vidro. Como suspeitei, isso está longe de ser um cativeiro comum. As portas não estão trancadas. Ao deslizar, vejo uma sacada e apoio meus braços no batente, contemplando um jardim ainda maior que o da minha casa. Algumas pessoas de uniforme circulam pela área externa. Penso em gritar, mas julgo melhor tentar o óbvio: a porta do
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