Lua olhou para as marcas.O rubor subiu quente pelo pescoço, mas ela respondeu rápido demais:— Não, não mesmo.Não queria que Eros se sentisse culpado.A ideia a atingiu com força.Porque a noite anterior não podia ser reduzida a marcas na pele, quando para ela havia sido muito mais. Muito mais do que sexo casual, muito mais do que uma explosão de desejo, muito mais do que uma noite de entrega a luxúria inconsequente.Foi como se cada curva, cada reação, cada som que escapou da boca dela, encontrasse mais desejo e liberação.Lua se sentiu desejada e desinibida.— Parecem dolorosas — ele comentou, passando as pontas dos dedos levemente sobre uma das marcas.O toque era quase nada, ainda assim, Lua se arrepiou inteira.— Não... não doem — insistiu, com a voz mais baixa.— Me deixe cuidar delas.Ela deveria dizer que não precisava.Deveria lembrar que estava atrasada, que precisava trabalhar, que o jantar com Raseen Al Malik exigia preparo, que a equipe, os convidados, os funcionários,
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