Se nesse momento a minha vida fosse uma história, com certeza seria uma de terror. E nela não haveria monstros fictícios, mas sim reais, em carne e osso, que gostavam de matar pessoas por prazer ou apenas pela sua simples diversão sádica.Monstros como meu marido, meu irmão e meu pai, que agora estavam sentados sobre a mesma mesa de jantar que eu, comendo uma refeição como se fôssemos algum tipo de família harmoniosa.Mas eu sabia que, se não fosse por minha presença na sala de jantar, Dominic e os Egorov já estariam fazendo da minha mansão uma zona de guerra com direito a cadáveres espalhados pelo chão.Balancei minha cabeça tentando dissipar meus pensamentos sombrios e um pouco horripilantes antes de tomar um gole do meu suco, ponderando seriamente se eu deveria tentar usar os talheres.A minha mão ainda estava doendo.— Quer, meu anjinho? — Dominic me indagou em um sussurro sedoso contra meu ouvido, me oferecendo sua dose de uísque com claras segundas intenções.Olhei-o cautelosa,
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