Carmen Gonzalez Era desgastante ter que conviver com a presença constante de Pablo e Martina, e a traição sórdida que destruiu minha antiga vida. Busquei me afastar daquela dinastia tóxica e, nos últimos meses, finalmente consegui sentir um vislumbre de paz real. Mesmo em meio ao caos de segredos e demônios familiares, os braços possessivos de Matteo eram o meu porto seguro. Mas ali estava ele. Pablo, o homem que um dia prometeu me amar, agora reduzido a uma figura patética e visivelmente desgastada. Ele parecia estar me esperando naquele saguão há horas, ostentando um semblante desgrenhado e olhos vermelhos de arrependimento. O que eu deveria fazer diante dessa audácia inesperada? Ouvir o que esse covarde tinha a dizer ou simplesmente dispensá-lo? Minha vontade real era ordenar que Javier o arrastasse dali, mas uma curiosidade fria e defensiva falou mais alto em meu peito. — Em nome de tudo o que vivemos juntos, me dê alguns minutos, Bela... — Ele apelou, usando o apelido de
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