Matteo Giordano “Mamãe, por que o papai está gritando desse jeito?” — pergunto enquanto sigo a minha mãe, que leva meu irmãozinho no colo. Subimos às pressas os degraus de madeira e entramos no sótão empoeirado daquela casa antiga. “Vem, meu filho... fica quietinho aqui com seu irmão e cuida dele para mim”, ela sussurra com a voz trêmula de pavor. “A mamãe vai conversar com o seu pai lá embaixo, antes que o tio Giuseppe chegue em casa.” “Por que o papai está tão nervoso, mamãe? Eu nunca o vi assim antes”, murmuro, sentindo minhas pernas tremerem de medo. Ela coloca o pequeno Marco, que ainda dorme alheio ao perigo, sobre o colchão velho que existe ali e se volta para mim. Seus olhos estão marejados e suas mãos tremem quando ela segura os meus ombros de garoto de nove anos. “Matteo, meu amor, escuta a mamãe... Fica aqui com seu irmão e não desça de jeito nenhum, está bem?” “A mamãe precisa resolver uma coisa e, quando tudo ficar calmo, eu venho buscar vocês.” Ela beija a minh
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