POV LucyO despertar não foi brusco, como costumava ser nos últimos dias. Geralmente, eu abria os olhos sob o impacto do alarme do celular, sentindo a pontada imediata da exaustão e a pressão do cronograma diário. Mas, naquela manhã, o despertar veio envolto em algo que eu não sentia há semanas: calor.Eu estava aconchegada contra algo sólido, quente e inconfundivelmente familiar. Um braço forte repousava sobre a minha cintura, mantendo-me presa contra um peitoral que subia e descia num ritmo lento e calmo. O cheiro de sândalo e couro — o cheiro de Dylan — envolvia o meu espaço pessoal de uma forma que o cansaço não conseguiu ignorar.Abri os olhos devagar. A luz suave do sol de julho atravessava as cortinas de linho, revelando o quarto que eu havia ocupado sozinha nas últimas noites.Dylan estava ali. Ele estava lá, deitado na minha cama, com o rosto enterrado na curva do meu pescoço. O peito dele estava encostado nas minhas costas, e a sua respiração quente criava uma vibração suave
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