" Definitivamente essa mulher é minha, eu não posso e não vou sair daqui sem ela " Giovanni Moretti Sinto a resistência dela ceder aos poucos, como uma represa que rompe sob o peso da água. Em segundos, ela retribui o beijo, derretendo-se em meus braços. A língua dela encontra a minha em um ritmo faminto, e o gosto dela me embriaga muito mais do que qualquer bebida na sala VIP jamais seria capaz. Quando encerro o beijo, forçando-me a buscar ar, a realidade do ambiente barulhento retorna, e ela volta a ficar brava e tenta me afastar, os olhos marejados de uma confusão dolorosa. — Me solta, Giovanni! Pare de me confundir. Que droga, eu mereço ser feliz também. Se você não me quer de verdade, me deixe ir — reclama, irritada. A vulnerabilidade na voz dela me corta ao meio. Percebo o quanto meu egoísmo a machucou, o quanto meu medo de me amarrar a fez duvidar do que sinto. Olho bem no fundo dos seus olhos, segurando-a com firmeza, mas sem machucar, querendo que ela leia a verdade
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