PedroParte 2 — O Compasso que Só Eu SabiaComecei a explorá-la com calma — mapeando o território que agora era meu por direito e completamente, sem pressa, com a paciência de quem não precisa correr porque já ganhou o jogo antes mesmo de começar.Meus dedos traçavam linhas de fogo por sua pele arrepiada, descendo pelas coxas enquanto ela arqueava o corpo, buscando sofregamente um contato que eu só entregava quando queria, na medida exata da minha vontade. Era esse o jogo: não a privação pela crueldade, mas pela precisão do controle. Eu fazia o corpo dela a pedir da forma certa, a implorar pelo toque sem usar palavras.Segurei levemente o queixo dela, forçando-a a se esticar, a erguer o pescoço e se oferecer por inteiro a mim.— Você lutou tanto contra esse sentimento... — disse contra o ouvido dela, enquanto minha outra mão a possuía com uma urgência que fazia sua respiração falhar de vez. — Mas olhe para você agora. Completamente minha. Presa por uma gravata e pelo meu desejo.Eu a
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