Angélique MayersNolan estava agindo como se eu o tivesse socado na cara. E, meu Deus, como eu queria que fosse verdade. Ver o olho roxo do meu punho pequeno seria um bálsamo se comparado à forma como ele me encarava agora. Um misto de espanto e choque tomando cada músculo do rosto perfeito; a mandíbula tensa estava ainda mais angulada, mostrando que a notícia caiu como uma bomba.Nervosa, entrelacei meus dedos uns nos outros enquanto os usava como distração, mesmo sabendo que, no fundo, o nó não estava nas minhas mãos, mas dentro da minha cabeça, enquanto os pensamentos intrusivos invadiam sem permissão.Nolan estava me julgando? Ele achava que eu era uma mentirosa? Meu Deus, era ridículo. Quem, aos vinte e seis anos, ainda não transou? Observei a forma como o corpo alto estava tenso e a maneira como ainda se mantinha parado, congelado no mesmo lugar, com os olhos arregalados direcionados à parede, porque, de repente, qualquer ponto acima da minha cabeça parecia mais interessante
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