Donald PhillipsO encontro não tinha nada de casual. Donald escolheu o restaurante com o mesmo critério que usava para qualquer movimento importante: discrição, distância do circuito habitual da família e um ambiente onde ninguém prestaria atenção em duas pessoas conversando por mais tempo do que o comum. Chegou antes, como sempre, não por ansiedade, mas por necessidade de controle. Sentou-se de frente para a entrada, pediu um café que não pretendia tomar e ficou observando o salão com calma calculada, como se estivesse apenas esperando, quando, na verdade, já estava organizando cada possível reação daquela conversa antes mesmo de ela acontecer.Quando Elena apareceu, não houve surpresa. Ela entrou com a postura impecável de sempre, segura, elegante, mas havia algo no ritmo do passo, no jeito como segurava a bolsa, que denunciava tensão acumulada. Os últimos dias tinham mexido com ela mais do que gostaria de admitir, e isso ficava evidente para alguém como Donald, que prestava atenção
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